Conheça o FSR 4: IA, upscaling e ray tracing da AMD em RX 9000

Em junho de 2025, a AMD apresentou oficialmente a sua mais recente revolução em renderização 3D: o FidelityFX Super Resolution 4 (FSR 4), um salto significativo em tecnologias de upscaling apoiada por inteligência artificial e aceleradores dedicados. Essa inovação foi detalhada em publicações e conferências como GDC e Computex, com documentação disponível nos portais oficiais GPUOpen e publicações especializadas como Tom’s Hardware e Gaming News.

Ao contrário das versões anteriores (FSR 1, 2 e 3), que usavam algoritmos espaçais ou geração temporal de frames, o FSR 4 é inteiramente baseado em modelos de aprendizado de máquina — redes neurais com componentes convulsionais e transformadores — capazes de gerar imagens mais nítidas e realistas, mantendo desempenho elevado . Porém, esse salto tem impacto direto no hardware: o recurso é suportado exclusivamente em GPUs da série Radeon RX 9000, equipadas com a arquitetura RDNA 4 e aceleradores de IA de segunda geração.

De acordo com dados da AMD, ao habilitar o FSR 4 em jogos como Call of Duty: Black Ops 6 e Horizon Forbidden West, o desempenho pode mais que dobrar em 4K, sem sobrecarregar a GPU — o sistema de upscale atua primeiro, seguido pela geração de frames, proporcionando fluidez visual sem comprometer o poder de processamento. Jogos de alto impacto gráfico experimentam ganhos expressivos, mantendo qualidade próxima ao nativo.

Além disso, a AMD divulgou que prepara uma atualização retroativa: todos os títulos com suporte ao FSR 3.1 poderão ser “upgradados” para FSR 4 via driver em placas RDNA 4, sem exigir novas implementações pelas desenvolvedoras. No Reddit, um usuário comentou que “isso basicamente significa que FSR4 estará disponível em todo jogo, independentemente da implementação do desenvolvedor”.

Vantagens identificadas

  1. Qualidade visual melhorada – graças aos modelos de IA, o FSR 4 evita artefatos comuns nas versões anteriores e atinge cliques de fidelidade visual comparáveis ao DLSS da NVIDIA.
  2. Desempenho superior – rendimentos de até 2–3× em 4K, viabilizando gameplay fluido mesmo em hardwares mais limitados.
  3. Suporte de driver retroativo – permite que jogos previamente com FSR 3.1 sejam atualizados para FSR 4 via driver, sem intervenção das desenvolvedoras.
  4. Integração em consoles – planos de implementação no PlayStation 5 Pro em 2026, ampliando o ecossistema de suporte.
  5. Open source – seguindo o padrão FidelityFX, a tecnologia permite acesso ao código via GPUOpen, estimulando adoção e comunidade ativa.

Desvantagens e desafios

  1. Disponível apenas no RDNA 4 – limita o acesso aos entusiastas que já possuem ou adquiram placas RX 9000; donos de GPUs mais antigas ficam de fora.
  2. Requer aceleradores de IA dedicados – embora isso garanta eficiência, implica maior complexidade no hardware e possível aumento no custo de produção.
  3. Somente em jogos com suporte FSR 3.1+ – apesar do driver upgrade, se o jogo não implementa FSR 3.1, não há como aplicar FSR 4.
  4. Concorrência com DLSS – embora competitivo, o FSR 4 ainda luta contra o amplo suporte e fidelidade de imagem do DLSS, além do XeSS da Intel.
  5. Potencial de latência – a geração de frames por IA pode introduzir leve atraso, similar ao observado em tecnologias anteriores, exigindo melhoria contínua .
Nova Radeon RX 9000 com FSR 4

O FSR 4 representa um marco na história da renderização em tempo real, ao integrar inteligência artificial de ponta em uma estrutura aberta e acessível. Os ganhos comprovados em desempenho e qualidade visual reforçam sua posição como concorrente sério frente ao DLSS da NVIDIA. Contudo, o limite de implementação a GPUs RDNA 4 e a necessidade de suporte via driver ou engine continuam sendo barreiras. O futuro, como o esperado no PS5 Pro e novos lançamentos de GPU, promete consolidar ainda mais essa tecnologia, determinada a democratizar gráficos realistas sem sacrificar o desempenho.