Em abril de 2025, a Meta divulgou em seu blog oficial, detalhes sobre sua abordagem no combate a redes de spam no Facebook e Instagram. Um dos destaques do relatório foi a informação de que, apenas em 2024, a empresa removeu mais de 100 milhões de páginas falsas criadas para inflar alcance e engajamento fabricado — uma medida dentro de sua política voltada à qualidade de conteúdo e monetização responsável.
Além disso, a Meta revelou que retirou mais de 23 milhões de perfis que se passavam por criadores de conteúdo ou influenciadores populares — uma prática comum de sequestro digital de identidades para ganho indevido de audiência ou monetização não autorizada . Essas ações representam o esforço sistemático da empresa em eliminar contas falsas usadas para gerar cliques artificiais, spam ou mesmo disseminar conteúdo enganoso.
Os relatórios de “Community Standards Enforcement” mostram que, historicamente, o Facebook já processou números ainda maiores no combate contra perfis falsos. Em 2021, por exemplo, foram desativados cerca de 1,3 bilhão de perfis falsos entre outubro e dezembro — uma ação que envolveu milhares de revisores e mecanismos automatizados de detecção. De forma semelhante, dados de relatórios de 2019 indicam a remoção de mais de 3 bilhões de contas falsas ao longo de seis meses entre 2018 e 2019.
O trabalho da Meta para conter spam e contas falsas é contínuo e envolve uma combinação de sistemas automatizados de aprendizado de máquina com milhares de revisores humanos espalhados por todo o mundo. Segundo a Meta, os perfis identificados como parte de redes de spam ou engajamento coordenado são limitados no alcance — suas postagens deixam de alcançar novos usuários e essas contas são impedidas de monetizar conteúdo .
No entanto, as medidas não se restringem a contas falsas. A Meta também intensificou ações contra scams elaborados, como os esquemas de “pig butchering” (fraudes de investimento onde vítimas são enganadas a enviar dinheiro por meio de relacionamentos falsos). Entre 2024 e 2025, mais de 2 milhões de contas foram removidas nessas operações globais, especialmente na Ásia e África, muitas vezes conectadas a centros de fraude operando em massa.
Estas iniciativas refletem esforços exigidos pelo Digital Services Act na União Europeia, que obriga plataformas como Meta a fornecer maior transparência sobre anúncios fraudulentos, sua origem e capacidade de resposta às denúncias de usuários e entidades verificadas . A inconsistência na resposta a relatórios de irregularidades levou entidades como algumas agências de verificação independentes na UE a reportar problemas diretamente às autoridades regionais competentes .
A remoção de milhões de perfis falsos e impressores não é apenas um indicador de segurança da plataforma, mas também uma resposta às críticas sobre a autenticidade dos dados apresentados a anunciantes e investidores. A presença massiva de contas falsas inflava métricas de uso e engajamento, minando a confiança de marcas que investem publicidade nos serviços da Meta .
Vale destacar que, apesar das grandes quantidades de remoções, em 2025 houve uma redução de cerca de 50% em ações relacionadas a spam comparado ao trimestre anterior, o que Meta atribui a uma revisão das políticas para equilibrar precisão com liberdade de expressão nos conteúdos menos graves . A plataforma afirmou que, mesmo com menos remoções, a exposição a conteúdo enganoso diminuiu, enquanto continuava investindo nos mecanismos de monitoramento.
Essas ações da Meta demonstram o desafio de manter uma plataforma autêntica e segura diante de redes de contas automatizadas, esquemas criminosos e técnicas de manipulação de audiência. A remoção de perfis falsos na ordem de centenas de milhões mostra compromisso com a integridade do ecossistema digital e com a transparência exigida por reguladores, anunciantes e usuários.

