A Oracle está confirmando, com dados oficiais e declarações de executivos, que seu faturamento está em forte ascensão — especialmente impulsionado pela nuvem e estratégias ligadas à inteligência artificial (IA). No quarto trimestre fiscal de 2025, encerrado em 31 de maio, a empresa registrou receita total de US$ 15,9 bilhões, crescimento de 11% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro líquido ajustado atingiu US$ 4,88 bilhões (US$ 1,70 por ação), também superando com folga as estimativas da maioria dos analistas.
O destaque fica com a divisão de infraestrutura em nuvem (IaaS), cuja receita saltou impressionantes 52%, atingindo US$ 3 bilhões — o segmento de crescimento mais rápido da Oracle. Este desempenho gerou reação positiva no mercado: as ações da Oracle subiram cerca de 7% no after-hours após o balanço , chegando a um recorde intradiário de US$ 199,86, uma alta anual superior a 20%.
Além dos sólidos resultados financeiros, a Oracle adotou uma postura confiante para o futuro. A CEO Safra Catz projetou um crescimento ainda mais acelerado para 2026 — a expansão em infraestrutura de nuvem deverá ultrapassar 70%, contra os 50% de 2025, e as receitas totais em nuvem deverão crescer 40%. Essa projeção empolgou analistas, que elevaram suas estimativas de preço-alvo para a ação: KeyBanc para US$ 225, Deutsche Bank para US$ 240, UBS e Jefferies entre US$ 220–225.
O balanço de compromissos ainda não realizados — o chamado Remaining Performance Obligations (RPO) — atingiu US$ 138 bilhões, aumento de 41% no trimestre, refletindo receita futura já contratada. Esse indicador, em conjunto com o backlog crescente de nuvem e IA, proporciona forte visibilidade sobre o crescimento dos próximos trimestres .
Para atender essa demanda, a Oracle anunciou planos de investimento em data centers da ordem de US$ 25 bilhões em 2026 — superando os US$ 21 bilhões previstos para 2025 —, além de ampliar significativamente sua capacidade de infraestrutura. Esse esforço reforça sua estratégia de se posicionar entre os maiores provedores cloud global, com foco em IA generativa, aplicações empresariais e suporte multicloud, incluindo contratos com OpenAI, Google, Meta, AMD e outros.
Essa expansão se reflete em resultados anteriores: no terceiro trimestre fiscal, a receita total foi de US$ 14,1 bilhões (+6–8% YoY), das quais US$ 6,2 bilhões vieram da nuvem (+23–25%), com a infraestrutura cresceu 49% (US$ 2,7 bilhões). O RPO nesse trimestre era de US$ 130 bilhões (+62%), e o consumo de GPU para IA aumentou mais de 244%, confirmando a forte adesão ao uso de IA na plataforma Oracle .
Não só o crescimento financeiro chama a atenção, mas também as iniciativas voltadas para o retorno ao investidor: a Oracle elevou sua dividendo trimestral de US$ 0,40 para US$ 0,50 por ação, reforçando o compromisso com geração de caixa e retorno.
Em síntese, a Oracle vem entregando crescimento consistente em receita e lucro, alavancado pela forte expansão dos serviços de nuvem e IA. A previsão otimista para 2026, reforçada por astronomicamente elevado backlog e investimentos robustos em infraestrutura, sustenta a visão de que a empresa está em acelerada trajetória de consolidação no mercado global de cloud, com credibilidade junto aos principais analistas e investidores.

